braçoscruzadosSindicato aceitou proposta do governo e volta ao trabalho nesta quarta (24).
Fiscais devem receber aumento salarial de até 6% entre 2014 e 2015.

Os fiscais de tributos estaduais (FTE) decidiram nesta terça-feira (23) suspender a greve deflagrada no dia anterior em Mato Grosso. Os trabalhadores aceitaram uma proposta feita pelo governo do estado visando manter a exclusividade de atribuições da carreira e oferecendo um aumento salarial de 6%.

A greve dos FTE teve como pauta o pedido de revogação de lei complementar estadual que transfere competências da carreira a outra categoria de servidores do fisco, a dos agentes de administração fazendária (AAF), e a exigência de reajuste no salário – que hoje varia de R$ 12 mil a R$ 20 mil – na ordem de 6,47% (conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor de 2010).

A paralisação chegou a provocar transtornos e prejuízos em áreas como o setor de transporte de cargas, que depende da emissão e autenticação de notas fiscais para funcionar.

O presidente do Sindicato dos Fiscais de Tributos Estaduais (Sinfate), Ricardo Bertolini, informou na noite desta terça-feira que a categoria retoma as atividades logo pela manhã desta quarta-feira, mas mantendo o estado de greve. A suspensão da greve funcionou como um voto de confiança ao governo, mas uma nova paralisação, alerta Bertolini, pode ser deflagrada por conta de qualquer descumprimento de pontos acordados com os fiscais.

O sindicalista explica que o governo se comprometeu a revogar ou alterar na legislação estadual as disposições sobre as funções de FTE e AAF. Um projeto de lei neste sentido deve ser enviado à Assembleia Legislativa em breve.

O reajuste salarial deverá ser objeto de outro projeto de lei à AL, desta vez determinando majoração de 3% a ser implementada em 2014 e outros 3% em 2015. Reunião na Secretaria de Administração (SAD) deverá homologar o acordo com os FTE nesta quarta-feira.

“A gente não está totalmente satisfeito, mas vamos suspender a greve e continuar negociando porque nossa intenção não é prejudicar o cidadão e as empresas, mas receber nossos direitos”, defendeu Bertolini.

Fonte: G1