Os problemas na Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc) foram temas de uma reunião realizada na quinta-feira, 6, entre representantes de entidades do setor de contabilidade e o governador catarinense Raimundo Colombo.

Segundo relato dos participantes, há mais de dez anos o órgão vem passando por dificuldades em atender a demanda de registros de processos ou alterações de empresas, cujo processo de análises demoram até 45 dias.

Outro ponto crítico é que, em Santa Catarina, os livros representam uma pilha de papéis que chega a 5,4 km – são 55 milhões de folhas, que, deitadas uma do lado da outra, chegam a 18 mil km.

Tudo isso pode ser substituído por arquivo magnético, arquivando eletronicamente, sem desperdício de papel e dinheiro, argumentaram os participantes.

Os representantes das entidades têm ciência que o problema da Junta Comercial não é financeiro, mas se as taxas são insuficientes, afirmaram que estão dispostos a pagar mais para que o serviço seja ágil.

Segundo eles, um dos pontos fundamentais é criar mais vagas a servidores que possam atender com a rapidez que o empresário precisa. Como a Junta Comercial tem receita própria, concursos deveriam ocorrer automaticamente, sendo proporcionais ao volume de processos, sem que isso represente prejuízo financeiro ao governo.

Após a reunião, os participantes disseram que o governador Colombo assumiu o compromisso de reunir sua equipe técnica para montar um plano de ação e imediatamente implantar as melhorias necessárias.

O governador se comprometeu, também, a chamar a liderança para nova reunião para definir a implantação de um plano emergencial para a Jucesc.

Fonte: TI INSIDE