Ministro ressaltou que alguns provedores estão fora das fronteiras e que está sendo discutida uma forma de tributação para o setor

Com a queda da arrecadação e com as dificuldades de elevar as receitas, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta terça-feira que tem conversado sobre a tributação da internet. Segundo Levy, “este é um dos temas globais”. Levy ressaltou que alguns provedores estão fora das fronteiras e que está sendo discutida uma forma de tributação para o setor.

— Cada vez que a economia vai para uma direção, temos que discutir uma maneira correta de tributar essa direção.

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O ministro fez questão de ressaltar que o “tamanho e distribuição da carga tributária são importantes para o dinamismo da economia”. Ao lado do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, Levy afirmou que, “no segundo semestre, vai aprofundar o trabalho do começo do ano”. Para o ministro, em algumas áreas, foram alcançados os objetivos plenamente e em outras será preciso “mais diálogo”.

Durante evento comemorativo dos 40 anos da Escola de Administração Fazendária (Esaf), Levy ressaltou o momento de transformação que a economia está vivendo e disse que é necessário “encontrar o caminho do crescimento”. O ministro recordou ainda que é preciso enfrentar os problemas da Previdência Social, após ajustes sugeridos pelo governo.

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Outro ponto levantado por Levy foram as taxas internas de retorno das concessões, que, segundo ele, agradaram ao mercado financeiro.

— Taxas de retorno das concessões em logística foram extremamente bem recebidas pelo mercado — ponderou.

Crescimento

Em meio a dificuldades econômicas e com a alta do câmbio, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ressaltou que o país vive um “momento de transformação” e que é preciso encontrar o caminho do crescimento.

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Para Levy, a questão estrutural “não escapa ao governo, empresários, mercado financeiro e agencias de rating”. O ministro defendeu o ajuste em curso e fez questão de ponderar, após o desgaste de algumas medidas no Congresso Nacional, que o “ajuste econômico tem avançado mais rápido que o ajuste fiscal em alguns pontos”. De acordo com o dirigente da Fazenda, o ajuste não tem sido fator da redução da atividade e o impulso fiscal tem sido neutro. O ministro ressaltou que, nos Estados Unidos, o impulso é negativo e que, mesmo assim, a economia do país norte-americano está se recuperando.

Sobre a redução da meta fiscal na semana passada, Levy ressaltou que a decisão do governo permite o crescimento.

— Queremos disciplina para reconstruir confiança — disse.

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Segundo Levy, o processo de ajuste da economia está avançando e o governo tem trabalhado com uma agenda fiscal voltada para o crescimento.

Sobre as metas fiscais para os próximos anos, Levy ressaltou que espera superar as metas em 2016 e 2017.

— Serão anos de desempenho fiscal com surpresas positivas — afirmou.

Fonte: Estadão Conteúdo via Zero Hora.