Por Mauro Negruni, diretor de Conhecimento e Tecnologia Decision IT

Um projeto de tão longa data como o Bloco K da EFD Fiscal, teve recentemente uma boa atualização, conforme Ato COTEPE ICMS nº 7/2016,  a versão 2.0.19 do Guia Prático da Escrituração Fiscal contará com  adequações importantes no leiaute do Bloco K.

A criação de novas formas de registrar o reprocessamento de materiais deverá seguir a orientação de uso dos registros K260/ K265. Estes, criados especificamente para este fim, são suficientes para registrar, de forma simples, as movimentações de estoque (produtos gerados e itens consumidos). Sendo que o registro K260 deverá ser informado caso ocorra saída e respectivo retorno ao estoque de produto/ insumo, dentro do período de apuração. O registro K265 complementará este registro com a informação do consumo de mercadoria e/ou retorno de mercadoria ao estoque, ocorridos no reprocessamento de produto/insumo informado no registro anterior.

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Também serão muito úteis os registros K210 e K215, que baseiam-se em outro tipo de movimentação comum nas linhas de produção: O reaproveitamento de materiais pela “canibalização”, ou seja, o desmonte de partes e peças de uma unidade inadequada para a montagem de uma nova – em condições que atenda aos requisitos de qualidade.

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Na forma anterior, antes da criação da nova sistemática, teríamos um trabalho adicional de criação de itens “estragados”  e geração de uma ordem de produção para que o processo fosse sempre adiante, ou seja, direcionado para novas etapas de produção – nova ordem, ficha técnica do item estragado, etc.

O Bloco K, em essência, possui elementos bastante simples para serem oferecidos à análise dos Fiscos. Todavia, seus pressupostos de controle são verdadeiras armadilhas para muitas empresas.

Apenas extrair as informações dos ERPs e incluir no livro digital da EFD-FISCAL é como relacionar os ingredientes no cardápio e utilizar outros insumos no preparo dos pratos. Afinal os custos, estoque e valor enérgico será o que está na ficha técnica ou o que de fato acontece na cozinha?

Fonte: Decision IT

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This article has 4 comments

  1. Fernando Luiz Corrêa Reply

    Ainda não entendi a diferença entre o K260 e K265. Pois em ambos eu informo quantidade de entrada e quantidade de saída.
    Poderia me dar um exemplo de quando usar o K260 e o K265?

    • Mauro Negruni Reply

      Olá Fernando,
      É fácil entender se aplicar o conceito de controle de qualidade: um produto que não passou no controle e poderá com o emprego de mais materiais ser transformado em um item comercial. Por exemplo, a concentração ficou abaixo do que deveria, mas acima do segundo item, necessitando de mais diluente.
      Abraço.

  2. Fábio A.T. Rodrigues Reply

    Mauro,
    Saberia me dizer se os registros K210/K215 permite realizar o desmonte de um item parcial ao longo do tempo? Ou seja, o processo de desmontagem é longo, onde em um período desmonto a parte do item de origem (teria K210 e K215 de alguns componentes) e em outro periodo teria um novo K215 do mesmo item de origem.
    Item A feito de 2B e 3C.
    Em um mes periodo teria K210 do item A sem data fim da OS, com K215 de 2 unidades B, e em outro periodo enviar o mesmo k210 com o 3 unidades de C na K215?

    • Mauro Negruni Reply

      Prezado Fábio,
      Lembre-se que o Bloco K da EFD-ICMS/IPI deve estar em sincronia com as demais escriturações, especialmente a contábil-fiscal (ECF). Assim, remeto a tua pergunta ao contador responsável: na contabilidade haverá produção em andamento desta ordem por diversos meses (mesmo de um exercício para outro)? Se sim, e não há nada de errado nisso o bloco K deverá ser apresentado com a O.Serviço em andamento.
      Dica: cuidado ao momento de desmontar para não gerar algo que não fora montado K230/K235. Por exemplo, desmontar um avião e ter motores. Se quando o avião fora montado foram inúmeras etapas na desmontagem as etapas também ser observadas, ainda que não haja validação do PVA.

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