A demora em solucionar a questão fiscal e os altos juros de dívidas bancárias agravarão a situação financeira de estados e municípios.

Se a situação piorar e o governo federal tiver de assumir esse endividamento, ficará ainda mais distante a possibilidade de melhora nas condições das contas públicas da União.

Apesar de a liberação, em abril, de créditos suplementares para estados e municípios por parte do Congresso ter ajudado a melhorar os balanços regionais, as consequências começam a aparecer e a preocupar especialistas.

Os últimos dados do Banco Central (BC) apontam que a dívida bancária dos estados aumentou 8% em julho frente a dezembro de 2017, de R$ 134,5 bilhões para R$ 145,2 bilhões. Nos municípios, a alta foi de 6,5%, com a dívida passando de R$ 25,3 bilhões para um total de R$ 26,9 bilhões.

“O grande problema dessas concessões feitas com o aval do governo é que, salvo raras exceções, estados e municípios estão com as contas públicas bastante estranguladas e já há algum tempo”, explica um dos coordenadores do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero.

Já para o economista da Fundação Instituto de Administração (FIA) Marcos Piellusch, o maior motivo de preocupação é a demora em encontrar uma solução para essas questões fiscais. “Nenhuma saída será no curto prazo. É algo que tem um efeito ao longo do tempo e o problema é que a situação fiscal ainda está se deteriorando”, enfatiza.

Fonte: DCI

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