Foi deflagrada na manhã deste sábado (22/9) a OPERAÇÃO NEPSIS, ação conjunta entre Receita Federal (RFB), Polícia Federal (DPF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) com o objetivo de desarticular esquema de contrabando de cigarros do Paraguai para o Brasil. São também apurados os crimes de corrupção ativa e corrupção passiva.

Estão sendo cumpridos 35 mandados de prisão preventiva e 8 mandados de prisão temporária, além de 43 mandados de busca e apreensão em cidades do interior do Mato Grosso do Sul, interior de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Alagoas e do Paraná. Foi também decretado o afastamento do exercício das funções públicas de 12 investigados.

Durante as investigações, foi identificada organização criminosa responsável por grande quantidade de cigarros contrabandeados do Paraguai para o Brasil. Com hierarquia bastante definida, a ORCRIM era composta por líderes – denominados “Patrões”, e o poder decisório era concentrado em quatro integrantes. Abaixo desses, encontravam-se os “gerentes”, responsáveis pela coordenação logística em determinada região da rota de contrabando, assim como pelo pagamento aos “funcionários” de menor posição hierárquica dentro da organização e aos agentes públicos.

Já os agentes públicos envolvidos, denominados “garantidores”, foram cooptados para passar informações aos contrabandistas. São responsáveis por fiscalizar os trechos de rodovias estaduais e federais que coincidem com as rotas utilizadas por contrabandistas e traficantes. Recebem vantagem indevida para informar sobre a existência ou não de fiscalização e para alterar locais de fiscalização de seus subordinados, caso possuam poder de comando.

Estima-se que, apenas no ano de 2017, o grupo investigado tenha sido responsável pela entrada de cerca de 1.200 carretas de cigarros contrabandeados do Paraguai para o Brasil, cujo valor estimado é de mais de R$ 1,5 bilhões. Como base nesses números, o grupo seria responsável por um dos maiores volumes de cigarro contrabandeados para o Brasil. A Operação Nepsis seria assim uma das maiores operações já realizadas no estado do Mato Grosso do Sul para combater esse tipo de crime.

Segundo a mitologia grega, NEPSIS significa vigilância interior, estado mental de atenção plena. A operação foi assim batizada em alusão à vigilância necessária para se combater as sofisticadas atividades criminosas ligadas ao contrabando e à vigilância em relação à própria atividade de fiscalização estatal para conter a corrupção de servidores públicos.

Auditores-Fiscais e Analistas Tributários da Receita Federal do Brasil participam das ações de hoje, em apoio aos 280 policiais federais e mais de 100 policiais rodoviários federais.

Coletiva de Imprensa

O auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil Henry Tamashiro de Oliveira participará de entrevista coletiva prevista inicialmente para às 10h deste sábado no auditório da Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande, quando serão repassadas à imprensa outras informações relativas à operação.

Fonte: RFB

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