Barreiras impenetráveis e robôs totalmente autônomos capazes de identificar e destruir as ameaças são o alicerce da segunda geração da cloud da Oracle, anunciada pelo cofundador e Chief Technology Officer (CTO) da multinacional, Larry Ellison, durante o Oracle OpenWorld 2018, que acontece essa semana em São Francisco (EUA).

A novidade envolveu o desenvolvimento de uma arquitetura e infraestrutura diferenciadas, com novos hardwares e softwares, além de um avançado sistema de cibersegurança para proteger os dados.

A segunda geração da cloud pública da Oracle já está disponível para o mercado – a cloud privada está prevista para 2019. “Usamos tecnologias emergentes como Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning para construir robôs autônomos capazes de descobrir e destruir as ameaças”, conta o executivo. Ellison citou casos recentes de dados roubados em ciberataques a banco de dados de empresas e instituições como Google, Facebook e Pentágono, e que acabaram afetando pessoas no mundo todo. “Os ataques estão mais frequentes e espertos, e isso se torna muito arriscado para os negócios. Construir uma segunda geração de cloud era algo necessário”, destacou.

Dentro desta nova proposta da nova cloud da Oracle, o mais importante componente é o Oracle Autonomous Database, lançado no ano passado. Nenhum ser humano é envolvido na detecção das ameaças. “Tudo é automatizado. Ao eliminar o trabalho humano, acabamos também com os erros humanos”, aponta. A principal vantagem é a segurança, mas Ellison destacou outros motivos para a migração, como a facilidade para levar os negócios para cloud, protegendo os investimentos, e a melhor performance de preço. Aliás, como de costume, ele aproveitou para alfinetar os concorrentes, especialmente a Amazon, citada várias vezes na sua apresentação. “A cloud da Amazon é uma má ideia. Garantimos que se vocês usarem o nosso Autonomous Database, vão poder cortar pela metade os custos que tem usando Amazon”, disse.

Para o CEO da Oracle, Mark Hurd, a adoção de cloud está mais acelerada do que o previsto e se tornou o core para os negócios modernos. O que vem a seguir é, justamente, a automatização a partir destas novas soluções inteligentes disponíveis no mercado. “Cloud e tecnologias integradas, como IA, vão ajudar as empresas a reduzir custos, aumentar a produtividade e acelerar a inovação”, aposta.

Segundo ele, até 2025, mais de 50% das grandes corporações vão gerenciar automaticamente os dados para aumentar a segurança. Além disso, a ideia é que a automação seja capaz de reduzir o tempo de realização das tarefas e os custos com manutenção; possibilitar a criação de empregos de maior valor e permitir que as empresas construam novos modelos de engajamento.

“Temos a mais completa e inovadora suíte de aplicações em cloud do mercado para endereçar essas demandas”, afirma o vice-presidente executivo de desenvolvimento de produto Oracle Applications, Steve Miranda. Para ele, os clientes não se importam com a tecnologia, e sim com a experiência que ela gera. Neste caso, AI tem sido fundamental. Até 2025, 85% das interações com os clientes serão automatizadas. “Estamos moldando o futuro com Inteligência Artificial, o que é uma mudança considerável no mercado, já que essa tecnologia possibilita um melhor entendimento do contexto e passa a sugerir aplicações”, relata. A previsão é que, até 2025, 100% dos aplicativos em cloud vão incluir IA.

Executivos de marcas de negócios como AT&T Business, Cisco e Cummins subiram ao palco do Oracle OpenWorld para falar sobre o uso que tem feito destes sistemas automatizados.

Fonte: Jornal do Comércio

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