Em entrevista coletiva na tarde de hoje (09/01), a secretária da Fazenda, Cristiane Schmidt, afirmou novamente que busca soluções em Brasília para diminuir as obrigações do Estado com a União. “Quero desobrigar o Estado de pagar alguma coisa para assim abrir espaço em caixa para outras coisas. Falando de forma simples, se não tirar as desobrigações não tenho margem para quitar as 14 folhas”, disse. Se o Estado conseguir adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), ele deixa de pagar juros e amortizações. A secretária Cristiane Schmidt vai novamente hoje a Brasília para reunir-se com o ministro Paulo Guedes, com o governador Ronaldo Caiado e com técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério da Economia.

A reunião faz parte de nova estratégia da Sefaz para sensibilizar a equipe de Brasília. “Estamos antecipando a negativa com relação à adesão a RRF, fazendo negociações para o pagamento de empréstimos junto à União, revisando contratos e diminuindo custos”, comentou.

Durante a entrevista coletiva para imprensa, a secretária repetiu que a solução para o pagamento do salário de dezembro dos servidores do Executivo deve ser o parcelamento. “Mesmo que tivéssemos esse dinheiro em caixa hoje, o que não temos, o pagamento de dezembro não foi empenhado então não pode ser feito. Precisamos regularizar o procedimento do empenho primeiro”, disse. Para isso será preciso fazer alterações ao projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019, ainda em tramitação na Assembleia Legislativa de Goiás.

A vinda dos técnicos de Brasília, anteriormente prevista para o dia 21 de janeiro, foi antecipada para o dia 14, próxima segunda-feira. Depois da visita, as alterações ao projeto de LOA devem ser feitas. “É importante que nossos números sejam os mesmos do Tesouro não só para aderir à recuperação, mas também para aprovar o orçamento de 2019”, explicou.

Cristiane comentou ainda que não está aqui para fazer ações populistas, e que quer e fará uma gestão responsável. “Fazendo uma analogia com a vida das pessoas, é como se o Estado estivesse no cheque especial, dessa forma os juros para novos empréstimos ficam altíssimos. Não adiantaria eu vir aqui e falar que pegaríamos um empréstimo para quitar a folha dos servidores, o futuro seria terrível”, ilustrou. “Nosso objetivo é fazer um governo responsável e, daqui a quatro anos, deixar as contas equilibradas”, ressalta Cristiane.

Fonte: SEFAZ GO

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