As indústrias do setor têxtil e de confecções estão otimistas com as perspectivas para o país em 2019, mas consideram que o governo precisa realizar reformas estruturantes para que a recuperação da economia seja efetiva. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) com associados sobre as expectativas para o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Ao todo, 146 empresas participaram da pesquisa. Do total de respondentes, 83,88% disseram que estão otimistas ou muito otimistas em relação ao governo de Bolsonaro; 7,26% disseram estar pessimistas e 8,87% estão neutros.

“Existe um sentimento muito positivo do setor em relação ao novo governo, mas as expectativas precisam ser atendidas pelo próprio governo”, afirmou Fernando Pimentel, presidente da Abit.

Entre os temas considerados prioritários para atuação do governo, o combate à corrupção foi citado por 95,9% dos respondentes. Em seguida aparecem reforma tributária (92,00%), política de segurança (91,20%), redução do desemprego (90,99%), reforma fiscal (90,40%), política educacional (85,60%), política de saúde (85,60%) e reforma da Previdência (84,80%).

“O país tem um sistema tributário complexo e que demanda das empresas cada vez mais investimento na atividade meio e não na sua atividade fim. O avanço na reforma é crucial para simplificar a vida das empresas”, disse Pimentel.

Ele também observou que a lista de demandas não é pequena, mas ainda assim há um “otimismo nítido”.

“Os empresários estão querendo investir mais, mas também consideram que os avanços nas reformas estruturantes são fundamentais para a retomada da economia. O governo tem a confiança do empresariado, mas é importante que consiga passar as reformas no Congresso e leve o país a um movimento virtuoso de crescimento”, afirmou.

Entre os principais riscos do novo governo citados pelos empresários na pesquisa estão militarismo, autoritarismo, falta de apoio, governabilidade, inexperiência, relações com o Congresso e mercado externo.

Em relação ao setor, 75,41% dos empresários afirmaram que estão otimistas ou muito otimistas em relação ao ano de 2019; outros 16,39% disseram que estão neutros e 8,20% estão pessimistas em relação ao ano.

Questionados sobre os planos para o ano, 86,11% responderam que pretendem treinar as equipes, 65,74% afirmaram que planejam ampliar investimentos e 60,91% disseram que pretendem contratar pessoas.

A Abit projeta para 2019 um crescimento de 3% no volume de produção do setor, após uma queda de 2% em 2018. Para o faturamento das indústrias, a projeção é de alta de 7% a 7,5%, o que daria um avanço real entre 3% e 3,5%. Para o varejo, a entidade prevê expansão de 3,5% no volume de vendas no mercado interno em 2019, ante alta de 0,8% no ano passado.

A entidade prevê ainda a criação de 20 mil novos postos de trabalho no setor em 2019, ante o fechamento de 27 mil vagas em 2018.

Fonte: Valor Econômico

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