O déficit da Previdência pública dos governos estaduais, incluindo a aposentadoria dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), foi de R$ 77,8 bilhões em 2017, mostra estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) divulgado nesta quinta-feira (11). São Paulo registrou o maior rombo em 2017, com déficit de R$ 18 bilhões. Rio Grande do Sul teve o segundo maior dado negativo, com R$ 11,1 bilhões. Rio de Janeiro, com R$ 10,6 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 8,2 bilhões, completam a lista.

O estudo revela que apenas quatro estados registravam superávit na Previdência em 2017: Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins. Todos os 23 demais registraram déficits.

De acordo com o estudo, cada morador do Rio Grande do Sul, por exemplo, contribui com R$ 1.038,00 ao ano para cobrir o déficit de R$ 11,1 bilhões da previdência estadual. Com isso, o estado gaúcho apresenta o maior custo previdenciário por habitantes entre as unidades da federação. No Distrito Federal, o custo por habitante é de R$ 887,00 e, no Rio de Janeiro, de R$ 663,00.

O Rio Grande do Sul também lidera o ranking do número de aposentados e pensionistas para cada servidor estadual ativo. No Estado, existe 1,63 funcionário inativo para cada servidor em atividade. Em Minas Gerais, esta relação é de 1,29. O Rio de Janeiro ficou na terceira colocação, com relação inativo por ativo de 1,14, ao passo que Santa Catarina tem coeficiente de 1,06.

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, aproveitou a divulgação dos dados para defender a reforma da Previdência. “A conta vai ser paga por todos nós e sem capacidade futura de essa conta melhorar. Gostaria que os congressistas se debruçassem sobre esse quadro”, disse.

Fonte: Jornal do Comércio

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