Nesta quarta-feira, 22, o Brasil aderiu a um documento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que estabelece princípios para o uso responsável de inteligência artificial e também dá recomendações sobre o assunto a governos. As regras tiveram apoio de vários países além dos membros da OCDE, como Argentina, Colômbia, Costa Rica, Peru e Romênia. Vale lembrar que o Brasil deseja se candidatar para uma vaga de membro pleno na organização.

Os princípios da OCDE afirmam que a inteligência artificial deve beneficiar as pessoas e o planeta, trazendo crescimento inclusivo e desenvolvimento sustentável. Além disso, os sistemas devem respeitar regras de direitos humanos, de valores democráticos e diversidade, e devem permitir intervenção humana quando necessário.

A tecnologia de inteligência artificial também precisa ser transparente, para que as pessoas entendam o seu funcionamento, e precisam ter avaliação contínua de risco. Por fim, organizações e indivíduos que trabalham no desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial devem ser responsabilizados de acordo com os princípios da OCDE.

Algumas das tarefas direcionadas a governo são facilitar investimento público ou privado em pesquisa e desenvolvimento de inovações em inteligência artificial, criar mecanismo para compartilhar dados e conhecimento, além de cooperar com outros setores para desenvolver tecnologias de inteligência artificial responsáveis.

A OCDE esclarece que as regras adotadas são práticas e flexíveis, o que garante que elas não vão perder a validade ao longo dos anos – a inteligência artificial é um campo de rápida evolução. A organização já tem princípios relacionados à privacidade e riscos de segurança digital.

Fonte: Estadão

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