A Secretaria da Economia recebeu, na semana passada, a visita de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Paraná (SEF) à Gerência de Auditoria Contábil (Geac). Eles vieram conhecer a expertise da metodologia desenvolvida na gerência, que é pioneira no país. “Hoje somos o único Estado depois da Receita Federal com maior número de auditores capacitados para seguir o caminho do dinheiro no combate à sonegação”, destacou o gerente da Geac, Bruno Marçal.

“O que conhecemos aqui nos motiva a montar nosso próprio departamento, com identidade, unidade e hierarquia”, ressaltou o auditor da Secretaria da Fazenda do Paraná, Caio Fernando Cvilikas. Além dele, vieram os auditores Faber de Castro Andrade e Elcio Oscar Machinski.

De 2018 até este mês o trabalho da Geac resultou no lançamento de R$ 170 milhões em autos de infração. Cvilikas disse que ficou impressionado com o leque de possibilidades com a metodologia da auditoria contábil, especialmente na capacidade de materialização da sonegação, o que torna a recuperação dos valores aos cofres públicos mais eficiente.

A gerência em Goiás funciona como suporte aos outros setores, recebendo demandas de auditorias de várias áreas fiscais. Atua também junto ao Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, o CIRA. A partir dessa parceria, “Goiás foi o primeiro Estado a ter a materialização de crime a partir da auditoria contábil, no crime de lavagem de dinheiro com crime tributário antecedente”, destacou Marçal.

Com o sucesso da unidade na recuperação de créditos tributário, a equipe goiana já deu treinamento de auditoria contábil em seis Estados, além de vários cursos no âmbito nacional. “Para se ter uma ideia do que nossa unidade alcançou em experiência nessa área, temos fila de Estados esperando por treinamento. Recebemos pedidos do Rio Grande do Sul, Bahia e Mato Grosso”, contou o auditor da Geac, Fernando Dalle, que atua na unidade há dois anos e meio.

Dalle ressalta ainda que entre as prerrogativas de atuação da auditoria contábil está a necessidade de institucionalização do trabalho a partir da formação de uma unidade própria. Além disso, é preciso mudanças nas legislações estaduais, entre elas a que prevê a quebra de sigilo bancário administrativamente quando houver processo administrativo tributário instaurado e indícios claros de sonegação com fiscalização em curso.

Fonte: SEFAZ GO

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