Uma força-tarefa do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Receita Estadual e Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (6), a “Operação Porronca” de combate à sonegação fiscal no setor de cigarros de palha em Minas Gerais e em Goiás.

De acordo com o coordenador da operação e auditor fiscal da Receita Estadual Pierre Julião, há suspeita da produção e comercialização irregular destas mercadorias, sem nota fiscal. Também há suspeita de falsificação destes cigarros. A estimativa é que mais de R$ 100 milhões em impostos não tenham sido recolhidos.

Nos dois estados, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em fábricas, propriedades rurais, gráficas, estabelecimentos revendedores, casas e escritórios de contabilidade relacionados à cadeia produtiva do cigarro de palha.

Em Minas Gerais, os alvos estavam nas cidades de Belo Horizonte, Betim, Lassance, Martinho Campos, Pompéu, Sete Lagoas, Uberlândia e Várzea da Palma. Também foram cumpridos mandados em Goiatuba e Ouvidor, em Goiás.

Durante a operação, foram apreendidos R$ 2,5 milhões em dinheiro, sendo R$ 1,3 milhões em Sete Lagoas, R$ 1 milhão e 50 mil em Belo Horizonte e R$ 200 mil em Uberlândia.

Em Sete Lagoas, na Região Central do estado, a operação foi realizada em um endereço onde um empresário mora e onde funcionava a fábrica de cigarros de palha. Segundo Pierre Julião, este produtor emitia notas fiscais no valor de R$ 20 mil mensais, o que não condiz com o valor encontrado no imóvel.

Foram encontrados R$ 300 mil em dinheiro na empresa e cerca de R$ 1 milhão na residência. “Tudo nos leva a crer que este valor não tem lastro em relação ao volume de operações que este empresário praticava de forma declarada”, afirmou Julião.

Em Uberlândia, foram cumpridas ordens judiciais em nove endereços, sendo quatro em empresas do ramo de tabaco e cinco em imóveis residenciais dos respectivos proprietários.

A ação contou com quatro promotores de Justiça, 85 servidores da Receita Estadual, 140 agentes e 15 delegados da Polícia Civil, além de 30 policiais militares e de servidores da Secretaria de Fazenda de Minas Gerais.

Fonte: G1

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