O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse em evento na noite desta segunda-feira, 23, que o governo vai acelerar nos próximos dias os estudos para a reforma tributária. “Semana que vem a gente já começa a entrar com a nossa proposta tributária”, garantiu, durante palestra em Belo Horizonte.

Ao comentar o tema, ele citou por alto o processo de demissão de Marcos Cintra, ex-secretário da Receita Federal. Na fala de mais de uma hora, Guedes reconheceu que, após a Previdência, o governo gostaria de tratar do pacto federativo com o Congresso, mas os parlamentares estavam dispostos a debater no momento a reforma tributária.

“Tem uma questão de timing político. Tive de recuar e fazer a tributária”, afirmou. Ao defender o pacto federativo, o ministro voltou a dizer que a proposta é “desindexar e desvincular” recursos, para que o dinheiro vá “para onde o povo está”.

“Temos de devolver os orçamentos públicos para a classe política. É preciso descarimbar o dinheiro público”, afirmou. Guedes participou do 10º Fórum Liberdade e Democracia, no qual proferiu a palestra de encerramento.

Política econômica do Governo Bolsonaro

No evento, o ministro reconheceu as críticas aos resultados da política econômica até agora, mas ressaltou que vê avanços desde a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao poder.

“Reclamar que em cinco, seis meses, não houve entrega, que o Brasil não está crescendo. Nós estamos tentando reanimar a baleia. Dá um tempinho para a gente. Ficaram furando a baleia por 40 anos”, disse, ao fazer analogia do animal com a economia brasileira.

De acordo com o ministro, a economia já está “começando a andar mais rápido neste semestre” e que ano que vem “vai andar mais rápido ainda”. “Dá um tempo, um apoio”, pediu.

Ele voltou a esboçar um quadro de recuperação econômica. “O primeiro ano é de sacrifício. No segundo, a economia está se movendo melhor. No terceiro, decolar. E no quarto estará em velocidade de cruzeiro”, argumentou. “Estamos absolutamente seguros que estamos fazendo a coisa certa.”

Guedes disse ainda que o Congresso é parceiro nas reformas e que elas estão “começando a andar”. Ele ressaltou também que a equipe não quer “cair no erro da Argentina”, que optou pelo gradualismo no processo de ajuste.

Imediatamente, porém, ele evitou continuar as críticas à economia do país vizinho. “Quando falei de outro país da outra vez, andei falando besteira, fiz comentários inadequados”, afirmou, ao fazer uma alusão aos comentários que fez sobre a primeira-dama da França, Brigitte Macron.

Fonte: Exame

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