A reforma tributária que começa a andar no Congresso está longe de entusiasmar o experiente analista Raul Velloso. “Como todas as outras, esta mexe com a tributação de setores da economia, aumentando a de uns e reduzindo a de outros”. Mas no essencial, adverte, “esta é uma reforma em favor da indústria e contra o setor de serviços”.

‘Serviços são só mão de obra’

O que isso significa? “É que a área de serviços basicamente é constituída só de mão de obra. Não tem insumos fornecidos. Portanto, não tem créditos a deduzir em taxações intermediárias.” Como exemplo comparativo, ele cita na indústria as montadoras de veículos: “Elas deduzem o já tributado do setor de autopeças. No entanto, os serviços pagam integral, não deduzem nada. E são o setor de maior peso no PIB brasileiro.”

Essa, diz Velloso, é a questão essencial. “O resto é perfumaria”.

Fonte: Estadão

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