Na ultima quarta-feira, 13 de novembro, oito carretas – com aproximadamente 15 metros cada uma, carregadas com 130 toneladas de cigarro ilegal, chegaram à Foz do Iguaçu.

A ação faz parte de uma grande força-tarefa realizada pela Receita Federal e o Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP) e que culminará na destruição de 320 toneladas de cigarros contrabandeados – a maioria proveniente do Paraguai -, equivalente a 225 milhões de maços.

A operação tem como objetivo liberar espaço físico nos depósitos de produtos contrabandeados de São Paulo, para possibilitar a continuidade e, especialmente, a intensificação das ações policiais de apreensão e combate ao contrabando, na medida em que a falta de espaço para estoque de mercadoria ilegal impossibilita novas ações. O cigarro é o principal item contrabandeado e apreendido no Brasil.

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“Com essa operação, cerca de R$ 56 milhões deixam de financiar o tráfico de drogas, a corrupção e uma série de crimes violentos como os homicídios e o latrocínio, por isso é de tão extrema importância para a sociedade como um todo”, afirma o  auditor-fiscal Paulo Sérgio Cordeiro Bini, delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu.

Para Edson Vismona, presidente do FNCP, que assina juntamente com a Receita Federal a iniciativa, a destruição dos cigarros ilegais é também uma questão de segurança. “Essa cooperação com a Receita Federal é muito importante, pois reduz significativamente os riscos de invasão dos depósitos – com a violência que uma ação criminosa como essa acarreta, bem como a possibilidade destas mercadorias retornarem para o mercado ilegal e continuarem abastecendo o crime organizado, que tira vidas e destrói a sociedade”. O FNCP é uma associação civil, sem fins lucrativos, com foco exclusivo no combate à ilegalidade.

Segundo levantamento do Ibope, mais de 63,4 bilhões de cigarros ilegais inundam as cidades brasileiras. O número equivale a 57% do mercado de cigarros – sendo que 49% destes são cigarros contrabandeados principalmente do Paraguai, onde o imposto sobre o produto é de 18%, um dos menores no mundo conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Operação para o Transporte das Cargas

nº 564 02As oito carretas que transportaram a carga ilegal até Foz do Iguaçu trouxeram em suas laterais, mensagens sobre o impacto do contrabando no Brasil. O objetivo foi de informar a população sobre o tamanho e a gravidade do problema. “O consumidor não pode ser indutor do financiamento do crime organizado comprando o produto ilegal. É importante que ele saiba que ao financiar o contrabando, ele perde em saúde, em educação e ainda ajuda o crime organizado a financiar especialmente o tráfico de drogas e de armas. É preciso que haja conscientização”, afirma Vismona.

Além da Receita Federal e do FNCP, a iniciativa é apoiada pela empresa Irmãos Krefta, que realizará a destruição da carga, e pela Polícia Rodoviária Federal que fez a escolta de toda a operação. Esta é uma das maiores forças-tarefas já realizadas para a locomoção e destruição desse tipo de produto.

Fonte: RFB

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