Segundo investigação, eles emitiam notas falsas para outras empresas transportarem mercadorias sem pagar ICMS. Em um dos casos, conforme a polícia, a sonegação chegou a R$ 4 milhões.

Cinco pessoas foram presas durante a operação “Orange Black” da Polícia Civil nesta terça-feira (26), em Goiânia e Goianésia. Três mulheres, entre elas uma contadora, e dois homens são suspeitos de reabrir empresas fechadas para emitir uma espécie de nota fiscal fria para outras empresas do ramo de transporte levarem mercadorias sem pagar o ICMS. Também foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em diferentes endereços.

Os advogados de defesa de Antônio Gomes Júnior, apontado como o chefe do grupo, e Maria Pedrosa Dietz disseram que só vão se manifestar no final das investigações. Os advogados dos demais investigados não foram localizados pelo G1. Gomes Júnior foi preso enquanto fazia exercícios físicos em uma academia de luxo na capital.

Os demais detidos são o empresário Marcos Alves Júnior, preso em Goianésia, dono de uma empresa de transporte de álcool e açúcar em Santa Helena, região sudoeste de Goiás; Jaqueline de Araújo Santos e Thaís Cristiane dos Santos. Elas são apontadas pela polícia como aliciadoras de pessoas para assumirem as empresas de fachada, com ofertas entre R$ 500 e R$ 1 mil.

Segundo o delegado encarregado da investigação, Marcelo Aires, o grupo emitia notas frias nesses CNPJs reativados para outras empresas do ramo de transporte levarem cargas sonegando o ICMS.

Em um dos casos, conforme a polícia, a sonegação chegou a R$ 4 milhões em quatro meses de operação. A investigação da polícia recebeu colaboração da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) na identificação das empresas reabertas e na localização das notas frias emitidas.

O secretário Estadual de Segurança Pública (SSP), Rodney Miranda, disse que o imposto sonegado poderia ter sido investido na melhoria da qualidade de vida da população.

“Era dinheiro que poderia ter ido para a Saúde, Educação e Segurança Pública, áreas que afetam diretamente a vida da sociedade”, lamentou o secretário.

Esquema

O grupo usava documentos de transportadoras que tinham sido reabertas e até de empresas ativas, segundo a polícia. Mas ao invés de transportar, eles forneciam dados para outras transportadoras suspeitas de levarem mercadorias sem pagar ICMS. Ao todo, 15 empresas foram reativadas pelo grupo para burlar o imposto cobrado pela Secretaria de Fazenda.

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