O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira que o governo vai lançar um programa de medidas econômicas para lidar com os efeitos da crise do coronavírus.

– Agora, estamos fazendo o programa de combate ao coronavírus, os bancos públicos estão nisso, estamos lançando o monitoramento a cada 48 horas, vamos ter informação sobre todos os impactos da cadeia produtiva, estamos examinando a questão tributária. É uma série de medidas sérias, profundas, que estamos examinando.

Na noite de quinta-feira, o Ministério da Economia anunciou as primeiras medidas para enfrentar os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus. São cinco ações, além da criação de um grupo de monitoramento, com os principais assessores do ministro Paulo Guedes.

A primeira ação foi antecipar para abril o pagamento de R$ 23 bilhões referentes à primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas do INSS. Normalmente, é depositado em agosto. Com isso, o governo espera liberar dinheiro para o consumo.

Guedes se reuniu com o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes e com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães para discutir quais medidas podem ser tomadas diante da situação.

Segundo o ministro, todas as medidas que não afetem o equilíbrio fiscal estão na mesa.

Questionado sobre possíveis desonerações, ele disse que a questão precisa ser “muito pensada”.

– Se você quiser facilitar o capital de giro nos bancos públicos, por outro lado retardar um pouco o recolhimento, facilitar, por dois ou três meses tá um crise de fluxo de caixa, você deixa atrasar, mas você não pode abrir mão dessas receitas se não você incorre em crime de responsabilidade fiscal – afirmou.

O ministro defendeu que os recursos do Orçamento que estão sendo disputados pelo Congresso e pelo Executivo sejam utilizados contra o coronavírus. Guedes disse que a equipe econômica está examinando todas as medidas e não descartou, por exemplo, a liberação dos saques do FGTS.

– O que é o mais sensato agora? Pega esse dinheiro da disputa política e ele vira o dinheiro do coronavírus. Pega esses R$ 10 bilhões,15 bilhões que estavam sobre disputa e vamos atacar a doença com isso – afirmou.

Segundo Guedes, R$ 5 bilhões vão para o Ministério da Saúde, como pedido nesta semana pelo ministro Luiz Henrique Mandetta e os outros R$ 5 bilhões ou R$ 10 bilhões seriam para reparar ou atenuar danos em vários setores.

Guedes disse que se a reação à crise for correta, ela acaba dentro de cinco ou seis meses. Ele usou o caso da China onde, segundo ele, a crise “está oficialmente em desaceleração”. Além das medidas imediatas, o ministro reforçou a importância das reformas.

– Nós temos dinâmica própria para sair da crise. Basta nós aceleramos as reformas e a solução será política então os principais líderes políticos do Brasil tem que se reunir e acelerar as reformas – disse.

BC diz que economia tem liquidez
Antes da reunião com os presidentes dos bancos públicos, o ministro conversou com o presidente do BC. Guedes relatou que Campos Neto assegurou a ele que a economia tem liquidez.

– Ele também está monitorando as condições de liquidez da economia. Ele me assegurou que as condições de liquidez estão absolutamente estáveis e ele vai garantir essa manutenção da estabilidade na assistência de liquidez – afirmou o ministro.

Segundo Guedes, o Banco Central vai anunciar novas medidas para garantir essa liquidez.

– Ele me disse que os bancos brasileiros estão absolutamente líquidos, absolutamente confortáveis – afirmou o ministro.

Fonte: O GLOBO

Comente aqui:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.