Integrantes do governo avaliaram a resistência de parlamentares em topar a proposta de reforma tributária fechada no final de semana como temor do desgaste do projeto junto às bases eleitorais às vésperas do pleito municipal. A proposta incluía, inclusive, um novo imposto nos moldes da CPMF.

Nas palavras de um assessor presidencial, a eleição municipal foi o principal fator elencado por deputados e senadores para adiar o apoio à reforma. Avaliam ser difícil explicar a criação de um novo imposto em ano eleitoral, embora a narrativa do governo seja a de que não haverá aumento de carga tributária. Deputados e senadores são cabos eleitorais importantes de prefeitos.

Por isso, avaliam governistas, as chamadas “medidas amargas” discutidas pelo Executivo – e transferidas para o Congresso aprovar – serão adiadas para depois da eleição.

Além disso, o governo, agora, vai aproveitar para costurar melhor com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a ideia da nova CPMF. Segundo o governo, o novo tributo seria para compensar a perda de arrecadação com a desoneração da folha de pagamento.

Maia, até aqui, vem se colocando publicamente contrário à criação de um novo imposto.

Fonte: G1

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